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História

Os árabes são um povo heterogêneo que principalmente no Oriente Médio e na África setentrional, originário da península arábica constituída por regiões desérticas. As dificuldades de plantio e criação de animais fizeram com que seus habitantes se tornassem nômades, vagando pelo deserto em caravanas, em busca de água e de melhores condições de vida. A essas tribos do deserto dá-se o nome de beduínos.

História da imigração árabe no Brasil

Família árabe no Brasil
É possível reunir os imigrantes em dois grandes grupos, numa divisão arbitrária.
a) aqueles que entraram como colonos com o propósito de se estabelecer em terras de sua propriedade;
b) os imigrantes que permaneceram nas cidades, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, tendo ou não passado pela experiência do colonato.

Os alemães, italianos e japoneses, entre outros, tiveram papel relevante na colonização do Sul e Sudeste do país, enquanto que grupos como os libaneses, espanhóis e portugueses, na sua maioria, ficaram em áreas urbanas, alguns deles identificados com determinadas ocupações.

Um dos problemas a enfrentar com relação aos contingentes imigratórios que entraram no Brasil desde 1824 diz respeito à pouca confiabilidade dos dados estatísticos. Os autores que trataram do tema apresentam dados divergentes sobre o assunto, e as estimativas quanto ao número total de imigrantes, seja no conjunto ou por nacionalidade, não se apoiam em números absolutos comprovados.

Outro problema com relação às estatísticas é saber quantos imigrantes realmente permaneceram no país, uma vez que tanto o retorno ao lugar do origem como a reemigração para outros países do continente foram comuns.

Civilizações Orientais Antigas

Região e povos do Crescente Fértil
São as mais antigas civilizações da história, que surgem entre 4000 a.C. e 2000 a.C., às margens dos rios Tigre e Eufrates (Mesopotâmia), Jordão (Palestina), Nilo (Egito) , Amarelo (China) , Indo e Ganges (nos atuais Paquistão e Índia) . A maioria desenvolve-se no chamado Crescente Fértil, região propícia para o cultivo que vai do rio Nilo até o golfo Pérsico. Algumas sociedades, porém, que aparecem posteriormente e não contam com o poder fertilizador de grandes rios vivem de atividades pastoris do comércio (fenícios, cretenses) e de conquistas militares (assírios, hititas e persas).

Possuem características comuns, como a escrita, a arquitetura monumental, a agricultura extensiva, a domesticação de animais, a metalurgia, a escultura, a pintura em cerâmica, a divisão da sociedade em classes e a religião organizada.

De modo geral, a forma de governo da maioria das sociedades é a Monarquia teocrática e hereditária, as instituições monárquicas do Egito e da Mesopotâmia - representadas respectivamente pelo faraó e pelo patesi - influenciam os chefes de Estado das demais civilizações. Num primeiro momento, estabelecem-se politicamente em cidades-estados. Posteriormente, por meio de guerras, constroem Impérios como o Babilônico, o Persa e o Assírio.

A religião é politeísta e o deus Sol, um dos mais importantes. As exceções são os hebreus, único povo monoteísta da Antiguidade, e os persas, que acreditam na existência de duas forças divinas - o bem e o mal. A arte também recebe uma forte influência religiosa e tem como temas mais constantes as divindades, os reis, as batalhas e os aspectos da vida cotidiana. A arquitetura é monumental, com edifícios religiosos e governamentais de grande porte. Essas civilizações deixam importantes contribuições, como o alfabeto, a Bíblia, as pirâmides, as técnicas de irrigação, os conhecimentos de astronomia, de astrologia, os sistemas de pesos e medidas e os calendários lunares e solares.

Árabes encontram paz e prosperidade em São Paulo

Avenida Paulista, um dos principais centros financeiros do Brasil

São Paulo - A comunidade árabe no Brasil, estimada em 12 milhões de pessoas, “está em sua grande maioria estabelecida em São Paulo”, diz o representante da etnia no Conselho Estadual de Comunidades de Raízes e Culturas Estrangeiras (Conscre), Rezkalla Tuma. O primeiro registro oficial da imigração árabe no Brasil data de 1835, com a chegada dos irmãos Zacarias no Rio de Janeiro, vindos de Beirute.

Mas foi por volta de 1865 a 1870, que começaram a chegar as primeiras levas de imigrantes. Eles saíam da Síria que, naquele tempo era ocupada pelo império Turco Otomano, pelo porto de Beirute, com o passaporte turco. Por isso, esses primeiros imigrantes eram todos tidos como turcos, conta Tuma. “Só que o turco não tem nada a ver com o árabe, é outra raça, outra etnia, outra nacionalidade”, explica o representante da Comunidade Árabe-Síria no Conscre.

Contribuição para a sociedade brasileira

Brasil, 1900
Nas últimas décadas, a contribuição cultural dos árabes tem sido mais lembrada pela culinária, embora haja outros campos em que sua presença é marcante. O aumento das cadeias de fast-food nos grandes centros urbanos aproximou a população do quibe, da esfiha, do tabule e da coalhada seca, antes circunscritos aos restaurantes típicos. A popularização, sobretudo do quibe e da esfiha, fez com que fossem incorporados a outros locais de alimentação, como as tradicionais pastelarias chinesas, e mesmo bares e padarias de portugueses e brasileiros. Industria: Deve-se aos árabes a introdução da bóia no plano das descargas de água, que propiciou uma condição mais adequada ao desenvolvimento social. Na metalurgia desenvolveram artefatos de metais indispensáveis e difíceis de se obter na época em São Paulo e no Brasil. A família Rizkallah, responsável por esse avanço fundou em 1898 a tradicional Casa da Bóia, até hoje existente na Rua Florêncio de Abreu.

Cavalo Àrabe

A origem do cavalo árabe, depois de muitas pesquisas e de divergências históricas, continua sem uma prova definitiva: teria sido uma espécie selvagem que assumiu com o tempo sua forma, originária de cruzamentos entre outras? Teria o homem interferido nessa formação? A questão permanece envolta em mistério. Na verdade a primeira imagem aparece num baixo relevo egípcio do século 16 antes de Cristo. A Cavalo Árabe de hoje tem uma cabeça pequena e côncava, pescoço arqueado, linha de garupa horizontal e cauda levantada de inserção alta. Estas características foram mantidas até hoje, através de 36 séculos. Quem poderá realmente dizer quantos outros se passaram até que estas características tivessem sido adquiridas e fixadas.

O Cedro do Libano

Cedro do Líbano
O Cedro do Líbano

Conhecida como árvore da vida, o Cedro do Líbano, ou Cedrus libani é uma arvore majestosa e antiqüíssima.
Há cerca de 3.000 a.C. esta árvore já era conhecida. Dentre a família dos cedros a árvore do Líbano é a mais longeva, vive centenas de anos.
Foi o forte do comércio fenício na antiguidade. Na construção do grande templo de Salomão o cedro do Líbano foi a madeira que mais teve aplicação. Os papiros comprovam a grande comercialização entre o Líbano e o Egito desta madeira.
Está mencionada muitas vezes na Bíblia Sagrada e em muitas mitologias, dizem que é o símbolo de força e de eternidade.

Fonte: http://www.brasserievictoria.com.br/cultura.htm

Arábia Saudita

Capital: Riad Idioma: árabe Moeda: riyal saudita Clima: riyal saudita Fuso horário (UTC): +3 A cultura da Arábia Saudita assenta-se praticamente toda no Islão. Dois dos locais mais sagrados situam-se neste país, o qual se considera o berço da religião. O Islão é uma religião monoteísta, cujo livro sagrado é o Alcorão. Um dos rituais populares mais famosos da Arábia Saudita é o Ardha, a dança nacional. Esta dança da espada baseia-se nas antigas tradições beduínas: os tambores ecoam em uníssono acompanhando a voz de um poeta que canta em verso, enquanto homens de espada em punho dançam lado a lado. Pontos turísticos Mar Vermelho– seu nome se deve às algas que tingem às vezes suas águas de tons avermelhados. É considerado um dos melhores pontos do mundo para a prática do mergulho, devido à riqueza da fauna marinha, temperatura média de 230C e visibilidade superior à 30 metros.

Síria

Bandeira da Síria
Capital: Damasco
Idioma: árabe
Moeda: libra síria
Clima: árido e mediterrâneo
Fuso horário (UTC): +2 (+3)

Síria tem uma população de mais de 14 milhões de habitantes. Etnicamente os sírios são de origem semítico. 90 por cento da população árabe, se inclui algumas minorias como os beduínos que somamuns 100.00. O resto se compõe de pequenos grupos de kurdos, armênios circassianos e turcos.

Pontos turísticos

Palmira– construída em meio ao deserto, ao pé de uma cadeia de colinas, suas ruínas romanas conservam o esplendor do império. Destruída por um grande incêndio e mais tarde por um terremoto, é possível visitar as ruínas do Templo de Baal, a Grande Colunata, a Ágora, e o Palácio Qala´at ibn Maan, um castelo árabe do século XVII.

Aleppo– cidade com cidadela, museus e caranvaçarais. Os fascinantes souqs são cobertos, e se extendem por um grande labirinto. Ao norte dos souqs, a Grande Mesquita possui um minarete construído em 1090 e um púlpito entalhado em madeira de grande interesse.

Crac des Chevaliers– um fabuloso castelo dos Cruzados, está exatamente como era há 800 anos, quando foi construído. O castelo é dividido em duas partes, a muralha externa com treze torres e a muralha interna, que contém um portão imponente de 5 metros de altura, a antiga capela transformada em mesquita, entre outras atrações.

Omã

Capital: Muscat Idioma: árabe Moeda: rial omani Clima: árido Fuso horário (UTC): +4 Apesar de Omã ser um país bastante moderno, a influência ocidental é reduzida: o islamismo tradicional, ibadita, possui mais restrições que o islamismo sunita e o xiita. A música tradicional acompanha vários aspectos da vida, incluindo nascimentos, cerimônias fúnebres, casamentos e circuncisões. Pontos turísticos Sur– é um local calmo com belas praias, fortes imponentes e um ótimo Museu Marinho. Na praça dos dhows ainda é possível observar como esses barcos tradicionais são construídos. Nizwa– transformada há pouco em um dos maiores pontos turísticos, possui um forte construído em meados do século XVII pelo Sultão bin Saif, servindo de palácio, sede do governo e prisão. Outra atração é o souq que mantém sua vitalidade apesar de ter sido transferido do seu local original.

Líbano

Bandeira do Líbano
Capital: Beirute
Idioma: árabe (francês não oficial)
Moeda: libra libanesa
Clima: árido e mediterrâneo
Fuso horário (UTC): +2 (+3)

O Líbano possuí uma riquíssima cultura herdada desde remotas épocas, de influências que vão da Fenícia ao Império Romano e ao mundo árabe.

A cultura árabe como um todo - na qual a cultura libanesa está inserida - se destaca das demais por sua música, religião, danças entre outros aspectos. No Líbano é muito comum a dabke, dança em que várias pessoas dançam ao mesmo tempo de mãos dadas e andando em círculos através dos passos que conduz.

O árabe é a língua oficial do país, sendo falado na sua forma de dialecto libanês. Este dialecto é intelegível para os arabofónos do Médio Oriente, caracterizando-se pela presença de várias palavras estrangeiras oriundas do francês, inglês, turco e italiano.

O francês e o inglês são as segundas línguas do país, sendo entendidas por cerca de 50% da população. A língua arménia é utilizada pela minoria arménia do país.

Pontos turísticos

Biblos– uma das mais antigas cidades continuamente habitadas do mundo, data do período neolítico de 7000 anos atrás. Passou pelo domínio dos fenícios, época em que foi desenvolvido o alfabeto fonético escrito, o domínio dos persas, de Alexandre, o Grande, dos romanos, bizantinos, árabes, e cruzados. Possui ruínas do castelo dos Cruzados, cabanas do V millenium a. C, o Templo de Baalat Gebal de 2800 a.C, duas tumbas reais, um templo do início do II milênio a.C., e um anfiteatro do período romano.

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