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Brasil

Árabes encontram paz e prosperidade em São Paulo

Avenida Paulista, um dos principais centros financeiros do Brasil

São Paulo - A comunidade árabe no Brasil, estimada em 12 milhões de pessoas, “está em sua grande maioria estabelecida em São Paulo”, diz o representante da etnia no Conselho Estadual de Comunidades de Raízes e Culturas Estrangeiras (Conscre), Rezkalla Tuma. O primeiro registro oficial da imigração árabe no Brasil data de 1835, com a chegada dos irmãos Zacarias no Rio de Janeiro, vindos de Beirute.

Mas foi por volta de 1865 a 1870, que começaram a chegar as primeiras levas de imigrantes. Eles saíam da Síria que, naquele tempo era ocupada pelo império Turco Otomano, pelo porto de Beirute, com o passaporte turco. Por isso, esses primeiros imigrantes eram todos tidos como turcos, conta Tuma. “Só que o turco não tem nada a ver com o árabe, é outra raça, outra etnia, outra nacionalidade”, explica o representante da Comunidade Árabe-Síria no Conscre.

Contribuição para a sociedade brasileira

Brasil, 1900
Nas últimas décadas, a contribuição cultural dos árabes tem sido mais lembrada pela culinária, embora haja outros campos em que sua presença é marcante. O aumento das cadeias de fast-food nos grandes centros urbanos aproximou a população do quibe, da esfiha, do tabule e da coalhada seca, antes circunscritos aos restaurantes típicos. A popularização, sobretudo do quibe e da esfiha, fez com que fossem incorporados a outros locais de alimentação, como as tradicionais pastelarias chinesas, e mesmo bares e padarias de portugueses e brasileiros. Industria: Deve-se aos árabes a introdução da bóia no plano das descargas de água, que propiciou uma condição mais adequada ao desenvolvimento social. Na metalurgia desenvolveram artefatos de metais indispensáveis e difíceis de se obter na época em São Paulo e no Brasil. A família Rizkallah, responsável por esse avanço fundou em 1898 a tradicional Casa da Bóia, até hoje existente na Rua Florêncio de Abreu.

Agricultores brasileiros expõem alimentos no Oriente Médio

Brasília - De hoje até quinta-feira, agricultores brasileiros apresentam, nos Emirados Árabes Unidos, alimentos produzidos no país. Em parceria com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o Ministério da Agricultura participa da Gulfood, a maior feira de alimentos do Oriente Médio, realizada em Dubai.

Segundo o ministério, a exposição tem como objetivo promover o agronegócio brasileiro na região e intensificar as vendas do país para o Oriente Médio. Ao todo, 14 empresas agrícolas, além de associações de produtores e exportadores, integram a missão brasileira.

Entre os produtos expostos no pavilhão do Brasil, estão café, ovos, derivados de leite, água de coco, mel, carnes, milho e frutas. As relações comerciais com o Oriente Médio está se expandindo. Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as exportações para os países árabes atingiram US$ 9,8 bilhões no ano passado, 43% a mais que o registrado em 2007.

Oriente Próximo

Síntese da Política Brasileira com o Oriente Próximo

Tradicionalmente, a política externa brasileira para o Oriente Médio é orientada pelas seguintes premissas:

  1. existência no Brasil de grandes comunidades árabes e judaicas;
  2. interesse no êxito do processo de paz entre árabes e israelenses;
  3. importância estratégica do Golfo Árabe/Pérsico, cujos países detêm cerca de metade das reservas mundiais de petróleo, abrigam grande mercado consumidor e exportador e são expressivos investidores internacionais;
  4. relevância da área, verdadeiro centro nervoso internacional, para um país como o Brasil.

O Islamismo no Brasil

No Brasil, um país com uma grande quantidade de crenças, o islamismo aparece como uma religião rígida, de início vista como pouco condizente com as tradições marcadas em nosso país. O islã é a segunda maior religião do mundo, a única outra religião com taxa de crescimento comparável são os evangélicos protestantes. Na América Latina, os muçulmanos, na maioria descendentes de sírio-libaneses "turcos", escravos de origem africana islamizada, egípcios, palestinos e outras nacionalidades - são tradicionalmente mais dispersos, menos numerosos e visíveis. No Brasil eles estão espalhados por todo território e a maioria das Instituições Islâmicas no Brasil podem ser encontradas nas cidades de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Rio Grande do Sul e Foz do Iguaçu.

No rádio, Lula diz que quer ampliar exportações do Brasil para novos mercados

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje, durante a terceira edição do programa de rádio "Café com o Presidente", a ampliação das exportações brasileiras, principalmente para novos mercados como países do Oriente Médio. Segundo o presidente, o destino de 52% do total de exportações do Brasil é os Estados Unidos e a União Européia. "Nós precisamos muito ampliar as nossas exportações porque achamos que é uma das formas que temos para gerar empregos e, ao mesmo tempo, gerar dólares para o Brasil", destacou.

Comunidade árabe homenageia Independência do Brasil

Maior colônia estrangeira radicada em Corumbá, os árabes encontraram uma forma diferente de homenagear os 185 anos de Independência do Brasil. Com a Hata (turbante), traje palestino sobre os ombros, cinco integrantes da comunidade apresentaram a Dabka, dança alegre e contagiante, típica do país de origem, proporcionando um espetáculo para quem passava pelo Jardim da Independência na manhã desta quinta-feira (06), durante a solenidade alusiva à Semana da Pátria. Este ano, em Corumbá, a Prefeitura convidou os povos irmãos radicados na cidade para participar das comemorações.


A apresentação foi de improviso, mas suficiente para o corumbaense conhecer um pouco mais da cultura árabe que as cerca de 500 pessoas, inclusive descendentes, tentam manter viva, apesar da longa distância do país de origem. A expectativa era pela apresentação de dançarinas. No entanto, não houve tempo suficiente para organizar o grupo.


Bovespa espera aumento de investimentos do Oriente Médio

A Bolsa de Valores de São Paulo e outras instituições realizam na próxima semana um seminário em Dubai sobre o mercado de capitais brasileiro. A partir de ações como essa, espera-se um crescimento do interesse dos árabes, como já ocorreu com investidores asiáticos. Alexandre Rocha alexandre.rocha@anba.com.br São Paulo – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) espera um aumento da presença de investidores do Oriente Médio no mercado de capitais brasileiro após o início de ações institucionais do setor na região, como o seminário que vai ocorrer na semana que vem em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, organizado pela iniciativa BEST (Brazil: Excellence in Securities Transactions). Hoje a participação da região representa apenas 1% do total de investimentos estrangeiros na Bovespa.

Brasil promove mercado de capitais no Golfo

A Bovespa, a BM&F e outras entidades ligadas ao setor realizam no dia 21, em Dubai, um workshop com o objetivo de atrair investidores da região. A iniciativa, chamada de BEST, tem como meta promover o mercado brasileiro ao redor do mundo. São Paulo – Instituições brasileiras ligadas ao mercado de capitais promovem no dia 21 de abril, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, um seminário para investidores da região do Golfo Arábico. O evento faz parte de uma iniciativa batizada de BEST (Brazil: Excellence in Securities Transactions), promovida pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e Associação Nacional de Bancos de Investimentos (Anbid), com o apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central e Secretaria do Tesouro Nacional.

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