Oriente Próximo
Síntese da Política Brasileira com o Oriente Próximo
Tradicionalmente, a política externa brasileira para o Oriente Médio é orientada pelas seguintes premissas:
- existência no Brasil de grandes comunidades árabes e judaicas;
- interesse no êxito do processo de paz entre árabes e israelenses;
- importância estratégica do Golfo Árabe/Pérsico, cujos países detêm cerca de metade das reservas mundiais de petróleo, abrigam grande mercado consumidor e exportador e são expressivos investidores internacionais;
- relevância da área, verdadeiro centro nervoso internacional, para um país como o Brasil.
Resoluções da ONU
O Imperialismo Europeu e o Sonho do Pan-arabismo
Lula convida líderes árabes a visitarem o Brasil
Organização pela Libertação da Palestina - OLP
A Organização pela Libertação da Palestina (OLP) é um "governo no exílio" dedicado ao objetivo de estabelecer um Estado palestino independente no território hoje ocupado por Israel. Formada em 1964, a OLP propôs-se coordenar e comandar o movimento nacionalista palestino. Politicamente, obteve muitas vitórias - desde 1964, mais de cem países passaram a reconhecê-la como representante legítima do povo palestino.
Um dos principais problemas da OLP tem sido uma consistente falta de consenso com relação ao uso da força militar. O primeiro líder da organização, Ahmad Chukeiry, era favorável a criação de um "exército no exílio" para destruir Israel com auxílio dos exércitos de outros Estados árabes. Mas, como a guerra de 1948-49 havia demostrado, essa era uma posição discutível, pois implacava uma dependência de forças não palestinas e a subordinação da OLP em termos militares.
Liga Árabe
A Liga Árabe, nome corrente para a Liga de Estados Árabes é uma organização de estados árabes fundada em 1945 no Cairo por sete países, com o objetivo de reforçar e coordenar os laços econômicos, sociais, políticos e culturais entre os seus membros, assim como mediar disputas entre estes. Atualmente a Liga Árabe compreende vinte e dois estados, que possuem no total uma população de 200 milhões de habitantes.
Os países-membros originais eram Líbano, Egito, Iraque, Síria, Emirado da Transjordânia (atual Jordânia), Arábia Saudita, Iêmen (Yemen) e representantes dos árabes palestinos. Posteriormente juntaram-se Sudão, Líbia, Tunísia, Marrocos, Kuait, Argélia, Iêmen do Sul, Bahrein, Qatar, Omã, Emirados Árabes Unidos, Mauritânia, Somália, a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e Djibuti.
Movimentos sociais do Mercosul dizem que integração não pode ser só comercial
La Paz (Bolívia) - A integração regional está saindo do papel, na opinião da presidente do Chile, Michelle Bachelet. Durante a assinatura de acordo para construção de um corredor ligando o Oceano Atlântico ao Pacífico, neste domingo (16 de Dezembro), em La Paz, ela afirmou que os países da região estão conseguindo transformar um “discurso hermoso em realidade”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, em seu discurso, que mais importante que o impulso ao comércio internacional é levar desenvolvimento a povos que antes ficavam “marginalizados”. Citou ainda alguns “alicerces importantes” para a integração, como o Mercosul, a União Sul-Americana de Nações (Unasul) e o recém-criado Banco do Sul.
Dirigindo-se ao presidente da Bolívia, Evo Morales, Lula afirmou que o país andino está “no coração da América do Sul” e, portanto, deve estar no centro de qualquer projeto de integração. O corredor passará por Chile, Bolívia e Brasil.
