Política

Revolução Árabe: só a luta ensina

A revolução árabe abriu a nova década. O eixo revolucionário começa a migrar da América do Sul, onde tantas mudanças incutiu nos anos 2000, para o mundo árabe. Os tumultos na Tunísia contagiaram as pessoas no Egito, na Argélia, na Jordânia, no Iêmen, em todos países árabes. Esta geração assiste à revolução no seu sentido mais lídimo. A palavra andava em desuso, desde as elegias ao capitalismo, com a queda do socialismo real. Com os acontecimentos de 2011, a revolução foi resgatada dos livros de história, de volta à conversa cotidiana, não mais demodê.
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Uma revolução é sempre fresca de vivências e copiosa de elementos criadores. Mas ideólogos se apressaram em deitá-la na sua cama de Procusto, com teorias e sistemas encarquilhados. Trataram de suprimir a singularidade que faz dessa revolução um acontecimento sem precedentes. Pan-islâmica? socialista? fundamentalista? liberal-constitucionalista? nada disso.
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Gamal Abdel Nasser

Gamal Abdel Nasser, grande líder árabe-egípcio nasceu em Alexandria, 15 de janeiro de 1918,e morreu em Cairo, 28 de setembro de 1970.
Gamal Abdel Nasser foi um militar egípcio, presidente de seu país de 1954 até sua morte em 1970.

Depois de ter frequentado o ensino liceal entrou na Real Academia Militar, na qual se formou em 1938, onde terá reunido os membros do Movimento dos Oficiais Livres.

Nasser jovem

A sua sociedade revolucionária planejava mudar o rumo dos acontecimentos. Para tal pretendia afastar o rei Faruk I, aproveitando o insucesso da campanha egípcia contra Israel em 1948. O golpe foi concretizado em 1952 e conduziu a uma radical alteração das políticas governamentais. No ano seguinte 1953 a monarquia foi abolida e os partidos banidos.

Oriente Próximo

Síntese da Política Brasileira com o Oriente Próximo

Tradicionalmente, a política externa brasileira para o Oriente Médio é orientada pelas seguintes premissas:

  1. existência no Brasil de grandes comunidades árabes e judaicas;
  2. interesse no êxito do processo de paz entre árabes e israelenses;
  3. importância estratégica do Golfo Árabe/Pérsico, cujos países detêm cerca de metade das reservas mundiais de petróleo, abrigam grande mercado consumidor e exportador e são expressivos investidores internacionais;
  4. relevância da área, verdadeiro centro nervoso internacional, para um país como o Brasil.

Resoluções da ONU

Excertos da Resolução No. 181 de 28 de novembro de 1947. Concernente ao plano de partilha da Palestina, ao futuro governo da Palestina e à internacionalização de Jerusalém A Assembléia Geral tendo se reunido em sessão especial a pedido da Potência mandatária para criar e instruir um comitê especial para preparar-se para o exame da questão do futuro governo da Palestina na Segunda sessão reggular; Tendo constituído um Comitê Especial e o instruído a investigar todas as questões e tópicos relevantes para o problema da Palestina, e a preparar propostas para a solução do problema e Tendo recebido e examinado o relatório do Comitê Especial, recomenda ao Reino Unido, como potência mandatária para a Palestina, e todos os demais Membros das Nações Unidas a adoção e implementação, com vistas ao futuro governo da Palestina, do Plano de Partilha com a União Econômica apresentado abaixo: Plano de Partilha com união econômica

O Imperialismo Europeu e o Sonho do Pan-arabismo

Em 1453, os otomanos, turcos originários da Ásia Central e convertidos ao islamismo, reunificaram grande parte do Império Muçulmano. O Império Otomano deveu sua existência essencialmente à sua capacidade de enfrentar revoltas xiitas, de fazer vistas grossas e conciliatórias aos inúmeros conflitos regionais e disputas entre califados do conturbado e regionalista mundo árabe. Paralelamente, estranhas concessões são feitas às nações européias à medida que estas crescem em poder político e industrial. É o Neocolonialismo. Nas palavras do britânico lorde Curzon, "trata-se de defender o nosso comércio, assim como vossa segurança". Já em 1639, a Inglaterra tem um entreposto comercial em Basra, no sudeste da Mesopotâmia. Em 1839, os britânicos ocupam Aden. Em 1853 é assinado um suspeito tratado de paz perpétua para tráfego no Golfo Pérsico.

Lula convida líderes árabes a visitarem o Brasil

O presidente brasileiro enviou convite a vários líderes árabes por meio do chanceler Celso Amorim, que faz um giro pelo Oriente Médio. O presidente da Síria, Bashar Al-Assad, já se comprometeu a visitar o Brasil e o rei da Jordânia, Abdullah II, com o qual Amorim esteve ontem, afirmou que espera poder vir. São Paulo – O presidente da Síria, Bashar Al-Assad, prometeu vir ao Brasil neste ano atendendo a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Al-Assad recebeu o convite por meio de uma carta de Lula entregue pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que se encontrou com o presidente sírio na segunda-feira (11) durante um giro pelo Oriente Médio.

Organização pela Libertação da Palestina - OLP

A Organização pela Libertação da Palestina (OLP) é um "governo no exílio" dedicado ao objetivo de estabelecer um Estado palestino independente no território hoje ocupado por Israel. Formada em 1964, a OLP propôs-se coordenar e comandar o movimento nacionalista palestino. Politicamente, obteve muitas vitórias - desde 1964, mais de cem países passaram a reconhecê-la como representante legítima do povo palestino.

Um dos principais problemas da OLP tem sido uma consistente falta de consenso com relação ao uso da força militar. O primeiro líder da organização, Ahmad Chukeiry, era favorável a criação de um "exército no exílio" para destruir Israel com auxílio dos exércitos de outros Estados árabes. Mas, como a guerra de 1948-49 havia demostrado, essa era uma posição discutível, pois implacava uma dependência de forças não palestinas e a subordinação da OLP em termos militares.

Fundamentalismo

Fundamentalismo Islâmico

Liga Árabe

Mapa da Liga

A Liga Árabe, nome corrente para a Liga de Estados Árabes é uma organização de estados árabes fundada em 1945 no Cairo por sete países, com o objetivo de reforçar e coordenar os laços econômicos, sociais, políticos e culturais entre os seus membros, assim como mediar disputas entre estes. Atualmente a Liga Árabe compreende vinte e dois estados, que possuem no total uma população de 200 milhões de habitantes.

Os países-membros originais eram Líbano, Egito, Iraque, Síria, Emirado da Transjordânia (atual Jordânia), Arábia Saudita, Iêmen (Yemen) e representantes dos árabes palestinos. Posteriormente juntaram-se Sudão, Líbia, Tunísia, Marrocos, Kuait, Argélia, Iêmen do Sul, Bahrein, Qatar, Omã, Emirados Árabes Unidos, Mauritânia, Somália, a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e Djibuti.

Movimentos sociais do Mercosul dizem que integração não pode ser só comercial

La Paz (Bolívia) - A integração regional está saindo do papel, na opinião da presidente do Chile, Michelle Bachelet. Durante a assinatura de acordo para construção de um corredor ligando o Oceano Atlântico ao Pacífico, neste domingo (16 de Dezembro), em La Paz, ela afirmou que os países da região estão conseguindo transformar um “discurso hermoso em realidade”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, em seu discurso, que mais importante que o impulso ao comércio internacional é levar desenvolvimento a povos que antes ficavam “marginalizados”. Citou ainda alguns “alicerces importantes” para a integração, como o Mercosul, a União Sul-Americana de Nações (Unasul) e o recém-criado Banco do Sul.

Dirigindo-se ao presidente da Bolívia, Evo Morales, Lula afirmou que o país andino está “no coração da América do Sul” e, portanto, deve estar no centro de qualquer projeto de integração. O corredor passará por Chile, Bolívia e Brasil.

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