Formas da Mùsica Àrabe

Música litúrgica É a música específica, que acompanha as preces e versos do Alcorão. Baladi É muito mais que um ritmo, uma dança ou um estilo; é uma filosofia, uma cultura, é o que se refere à música e à dança de um povo das redondezas do Cairo.("minha terra") Aghani Musicalmente, temos o Aghani, que são melodias cantadas, com padrões fortes. Estas variações que o cantor executa são muito difíceis de ser dançadas. Tarab Tarab designa "encantamento". Seu nome original é Takht. Antigamente sua orquestração era composta apenas por instrumentos clássicos tradicionais, e na percussão o pandeiro (req), fazia a parte principal, sendo dispensável o uso da tabla (derbake). O teor melódico realiza jogos complexos. Hoje é possível encontrar no tarab instrumentos ocidentais mais modernos.É um estado de transcendência que o artista e o público alcançam durante a apresentação. É um ingrediente essencial para uma boa apresentação de música clássica. Para ouvir tarab, dizem que é necessário uma dose de relaxamento e disposição para parar um pouco, beber algo agradável e apreciar, com calma e sem pressa, a música. Atéba O atéba é uma forma folclórica de cantar nos países orientais. Consiste de quatro versos seguindo um formato e métrica específicos. Dalaouna Outra forma folclórica de cantar no Oriente. São canções de amor onde os versos todos rimam com ouna ou ona. Zajal Forma oriental popular de poesia improvisada, que é recitada em canção. Nadb Estilo parecido com zajal, mas recitado nos funerais. Mawwal É um solo vocal, o qual é cantado antes que os músicos apresentem a canção principal. Usualmente este solo é cantado no mesmo tom da canção principal e sempre seu tema versa sobre amor e perda. Andalousiyyat ou Mouwashahat Estas são formas clássicas árabes, cujas raízes voltam à Andaluzia, na Espanha. Aparentemente os árabes, na Espanha, queriam a música liberta das regras rígidas da música clássica e suas formas, criaram então, esse novo estilo de música, com leve toque espanhol que, por vezes, lembra o flamenco. Qudud Halabiyya Forma folclórica de cantar em estrofes,originária de Aleppo, na Síria. Ex.: Sabah Fakri. Rai Forma de música pop algeriana, que desenha dentro dos estilos tradicionais algerianos e árabes uma mistura com outras raízes, incluindo até mesmo Reggae. O principal instrumento do flamenco, a guitarra (violão), se desenvolveu a partir do alúd, o clássico instrumento da música árabe. O alúd, que provê tanto a melodia quanto o ritmo, é o protótipo no qual a teoria da música árabe é baseada. Ele é cavado um único bloco de madeira. Através da Espanha Mourisca, o alúd encontrou seu caminho para o resto da Europa, mais tarde se transformando na guitarra dos dias de hoje. Os instrumentos rítmicos de música oriental tanto folclórica quanto clássica são o derbak (darbuka na África) e o tabla (no Egito). Este instrumento parecido com o pandeiro ou pequenos tambores do Brasil, produz sonoridade intensa e nas mãos de um músico habilidoso, os mais sutis embelezamentos na música. Ao contrário da música ocidental, a música árabe não desenvolveu o uso da harmonia. A razão básica é que harmonia depende de um sistema tonal fixo (um espaço invariável entre notas). Toda escala na música árabe tem certas posições fixas - tons e meios tons - como na música ocidental, mas entre eles existem notas sem lugar fixo e que caem em posições ligeiramente diferentes numa escala cada vez que são tocadas. Na música árabe, uma única oitava pode conter algo entre 18 e 22 notas com intervalos tão pequenos quanto a nona parte de um tom. As únicas composições que podem incluir harmonias simples são aquelas baseadas na melodia e escala ocidental. É este tipo que ouvimos nas gravações orquestradas modernas. Do final do século XIX para frente, novas escalas melódicas padrões métricos e tipos de composição foram absorvidos dentro da música no Egito, enquanto o tipo de instrumentos usados numa orquestra mudavam e cresciam em variedade. O "tabla" originalmente um instrumento "baladi" se tornou proeminente nas orquestras apenas depois de I Grande Guerra Mundial. O tradicional grupo de quatro ou cinco instrumentos cresceu para uma orquestração completa. O estilo europeu das bandas militares resultou na gradual adição dos metais, enquanto violino, orgão elétrico, acordeom e violoncelo gradualmente foram aceitos e se transformaram em parte de uma orquestra egípcia. Quanto maior o número e a variedade dos instrumentos, mais fácil é criar uma rica sonoridade. Como as bandas cresceram de 5 a 6 componentes para as grandes orquestras de hoje, também a música ganhou uma textura mais rica, com instrumentos específicos ou grupos de instrumentos dominando certos trechos da música. Os percussionistas produziram uma ornamentação mais complexa nos ritmos, e uma música que no passado tinha sido principalmente improvisada se tornou mais estruturada. O resultado da maior complexidade da música árabe pode ser visto no Taqasim, que aparece diversas vezes durante uma composição longa. Taqasim (sing Taqsim) são solos instrumentais que conectam as várias melodias de uma peça extensa e servem como interlúdio entre elas. Durante o Taqasim, o instrumentista vem a frente (metaforicamente falando) para improvisar, enquanto os outros suavizam seus instrumentos ou até mesmo assumem um papel menor, muito parecido com a improvisação do jazz. Nai (flauta de bambú), é um dos mais evocativos instrumentos da música árabe. A nai tem uma qualidade de evocar um forte desejo melancólico que pode causar arrepios e emoções no corpo humano. Os mais meditativos e espirituais elementos na dança são freqüentemente inspirados por este instrumento, usando langüidos movimentos dos braços e tronco superior. Dentro de uma extensa peça musical, há geralmente três ou quatro Taqasim, em Nai, Alúd, Violino e Kanoom. Kanoon é o predecessor da harpa e do piano e é tocado com palhetas nos dedos, uma tradição que deriva do tocar isto antigamente com unhas longas. Este instrumento proporciona um som contínuo de vibração no ar que provoca intensos movimentos tremidos na dança.
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51 March 01, 2009