Movimentos sociais do Mercosul dizem que integração não pode ser só comercial
La Paz (Bolívia) - A integração regional está saindo do papel, na opinião da presidente do Chile, Michelle Bachelet. Durante a assinatura de acordo para construção de um corredor ligando o Oceano Atlântico ao Pacífico, neste domingo (16 de Dezembro), em La Paz, ela afirmou que os países da região estão conseguindo transformar um “discurso hermoso em realidade”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, em seu discurso, que mais importante que o impulso ao comércio internacional é levar desenvolvimento a povos que antes ficavam “marginalizados”. Citou ainda alguns “alicerces importantes” para a integração, como o Mercosul, a União Sul-Americana de Nações (Unasul) e o recém-criado Banco do Sul.
Dirigindo-se ao presidente da Bolívia, Evo Morales, Lula afirmou que o país andino está “no coração da América do Sul” e, portanto, deve estar no centro de qualquer projeto de integração. O corredor passará por Chile, Bolívia e Brasil.
Evo, que teve o discurso interrompido por um desmaio do ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, destacou o fato de ter sido esta a primeira reunião envolvendo estes três presidentes.
Antes da cerimônia, a ativista Justina Ponce fez críticas ao projeto brasileiro de construir usinas hidrelétricas no Rio Madeira, em Rondônia, pelos possíveis danos ambientais e aos povos indígenas bolivianos. “O presidente Lula só se importa com o Brasil”, disse ela, que teve censurado um cartaz em que se lia “Não às represas de Lula no Rio Madeira”.
Fonte: Agência Brasil
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