poema estrela cadente (abaixo Kadafi)

ESTRELAS CADENTES Majela Colares General! Esse tanque é nosso! De todo o povo esse tanque, General, também é seu... não para humilhar e esmagar a nós homens bombardeando a nós, vítimas de seu ódio ridículo que dói em nossos olhos com suas balas ferozes que mínguam a nossa dignidade... esse tanque, General, que aterroriza rondando o silêncio imposto será usado para nos proteger (não um símbolo de liberdade) a liberdade não é rude, não é sínica será apenas um nosso aliado que vomitará a sua ira contra os irônicos a sua ira contra os que assim como tanques não têm sensibilidade, não pensam a sua ira contra os que assim como tanques existem para silenciar homens SHOOTING STARS by Majela Colares Excuse me, General, this tank belongs to us! It’s property of the people. This tank, General, is also yours... not to humiliate and crush the men, or to bomb us, victims of your ridiculous hatred, hurting our eyes with its ferocious bullets, and smashing our dignity ... This tank, General, terrorizes all of us prowling this imposed silence It should be used to protect us (not as a symbol of freedom) freedom is not rude, it’s not cynical This tank is supposed to be our ally and to throw up its wrath against the ironic... against those who, like a tank, lack sensitivity, lack thought... against those who, like a tank, live to mute the men. Note : poem extracted from the book Confissão de Dívida, 1993. Majela Colares, poet and short story writer. Books published: Confissão de Dívida, 1993, O Soldador de Palavras, 1997, O Silêncio no Aquário, 2004 and As Cores do Tempo, 2009, among others.