Pontos sagrados atraem os turistas religiosos à Jordânia

Nem só de areia e especiarias vive o turismo da Jordânia. No país que abriga tantos espetáculos da natureza, há ainda espaço para um tipo especial de visitante: os turistas religiosos, embalados pelas inúmeras referências bíblicas que remetem ao território jordaniano.

E a história foi generosa: a proximidade de Jerusalém torna inevitável que muitos locais sejam considerados pontos sagrados.

Para os católicos, vale visitar Betânia, perto de Amã, na direção do Mar Morto. Na região foi feita a mais importante descoberta religiosa dos últimos tempos: escavações realizadas na década passada desvendaram, perto do rio Jordão, ruínas de igrejas que permitiram a um grupo de arqueólogos afirmar que lá seria o berço do Cristianismo. Onde atualmente está montado o Centro de Pesquisa João Batista é possível conhecer o local onde Jesus Cristo teria sido batizado.

O centro foi aberto ao público oficialmente em junho. Um serviço de ônibus leva os visitantes aos pontos mais importantes. Parte do trajeto pode ser feita a pé. No local, há restaurantes e loja de souvenirs. A entrada custa 5 dinares (cerca de US$ 7) para estrangeiros. Segundo a direção do centro, a cobrança é feita para garantir fundos para preservar a área.

Perto de Betânia localiza-se o monte Nebo, o ponto de onde, segundo a tradição, Moisés teria avistado a Terra Prometida. Ali também teria sido o local onde ele morreu e foi enterrado. A basílica dali abriga mosaicos da era bizantina encontrados em escavações. Os desenhos mostram cenas de trabalho no campo com animais, muitos dos quais extintos. A partir de uma plataforma situada na frente da igreja, tem-se, ainda, uma vista fascinante do Mar Morto, assim como de todo o Vale do Jordão.Mais adiante, a 9 km do monte, está a bizantina cidade de Madaba. Lá, na Igreja Ortodoxa de São Jorge, é possível apreciar os mosaicos do legendário mapa da Palestina.

Promessas de cura
O Mar Morto, ao sul de Amã, que separa a Jordânia de Israel, também é um dos pontos mais visitados. Menos por suas referências bíblicas, mais por suas características únicas. Maior depressão da Terra, ele está a cerca de 400 metros abaixo do nível do mar. Suas águas têm o maior índice de salinidade do mundo, seis vezes mais que um mar normal. Por isso, não há vida que resista (nem peixes ou algas) e é impossível nadar: os banhistas apenas bóiam. Daí o nome Mar Morto. O ideal é se banhar por, no máximo, 20 minutos, e tomar uma ducha de água doce em seguida, para retirar o excesso de sal do corpo.

Justamente por estar localizado no ponto mais baixo da superfície terrestre, o Mar Morto também é um lugar seguro para se bronzear. Os raios solares mais nocivos à saúde são filtrados e o risco de queimaduras é muito pequeno. Suas águas, ricas em minerais, são consideradas terapêuticas e indicadas para pessoas com problemas reumáticos e de pele. Não bastasse isso, o clima seco e com alta concentração de oxigênio é recomendado especialmente para quem sofre de doenças respiratórias.

Já a lama negra que existe no fundo do Mar Morto é reconhecida por suas propriedades tonificantes. Basta escavar a areia até atingir o ponto em que está a argila. E espalhar pelo corpo. Se preferir, podem-se adquirir produtos feitos com a lama. Estão à venda em quiosques e pequenas lojas, sabonetes e cremes de beleza, além de sais especiais para banho.

Fonte: www.etur.com.br

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