Literatura

Contribuição para a sociedade brasileira

Brasil, 1900

Nas últimas décadas, a contribuição cultural dos árabes tem sido mais lembrada pela culinária, embora haja outros campos em que sua presença é marcante. O aumento das cadeias de fast-food nos grandes centros urbanos aproximou a população do quibe, da esfiha, do tabule e da coalhada seca, antes circunscritos aos restaurantes típicos. A popularização, sobretudo do quibe e da esfiha, fez com que fossem incorporados a outros locais de alimentação, como as tradicionais pastelarias chinesas, e mesmo bares e padarias de portugueses e brasileiros.

 

Industria:

Deve-se aos árabes a introdução da bóia no plano das descargas de água, que propiciou uma condição mais adequada ao desenvolvimento social.

Provérbios Árabes

"Obtém-se mais facilmente o que se pede sem manifestar pressa em obtê-lo".

"Se o homem de sorte cavalgar o vento para fugir de sua fortuna, sua fortuna cavalgará o raio e o seguirá até lhe ser entregue".

"Um mudo sensato vale mais do que um tolo que fala".

"Ninguém se torna sábio pela sabedoria dos outros, se não tiver em si a semente da sabedoria".

"O saber é a única fortuna de que os tiranos não podem despojar dos homens".

"Se lançares uma flecha contra teu inimigo, pondera; também tu estás na mira do arremesso dele".

"Quanto mais aumentam os conhecimentos do homem, tanto mais aumentam suas dúvidas, seu isolamento e sua solidão".

"As palavras movem, os exemplos arrastam".

"A fala sussurrada de uma linda moça, mais rapidamente põe em movimento os homens do que o rugido de um leão".

"A ansiosa procura do "ainda mais", arruína a humanidade".

"Pelo que o homem diz, no momento da ira, se conhece muito de seu caráter".

Lenda - Existência de Deus

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de uma grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:

- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, se nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

- Grande senhor. Conheço a existência de nosso Pai Celeste pelos sinais dele.

- Como assim? – indagou o chefe, admirado.

E o servo humilde explicou:

- Quando o senhor recebe uma carta de alguém que está ausente, como reconhece quem a escreveu?

- Ora! Pela assinatura.

- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que sabe o seu valor?

- Pela marca do ourives – respondeu-lhe.

O servo sorriu e acrescentou:

- Quando o senhor ouve passos de animais ao redor de sua tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?

- Pelos rastos que ele deixou – respondeu, surpreso, o chefe.

O Califa e o velho beduíno

Um dia, entre os dias do passado, o sultão Al Mahdi - o grande califa - quando se achava a caçar em uma floresta nas margens do Diala, perdeu-se dos companheiros e foi ter a uma pequenina choupana onde morava um velho beduíno.

Não quis o califa dar a conhecer o seu nome nem revelar a sua qualidade de soberano; pediu unicamente ao beduíno que o recebesse como hóspede, dizendo-se apenas um pobre tecelão em caminho para Bagdá.

Sem conhecer naquele viajante transviado o poderoso soberano dos árabes, o beduíno recebeu-o bondosamente, fê-lo transpor os umbrais de sua rústica morada e disse-lhe:

- Não vos preocupeis com a vossa pessoa, ó tecelão! Ficareis aqui esta noite e amanhã, ao nascer do sol, se Allah quiser, eu mesmo vos conduzirei até Bagdá pelo caminho mais seguro da floresta.

E, para ser agradável ao hóspede desconhecido, o beduíno foi buscar um pequeno vaso de barro, cheio de delicioso vinho, e ofereceu ao califa num copo feito de osso um pouco da deliciosa bebida.

Lenda Árabe - Amizade

Diz uma linda lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem discutiram. Um deles esbofeteou o outro. O outro, ofendido, sem nada a dizer, escreveu na areia:
HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO.
Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se pegou um estilete e escreveu numa pedra:
HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.
Intrigado, o amigo perguntou:
"Por que depois que te bati, você escreveu na areia e agora escreveu na pedra?"
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
"Quando um grande amigo nos ofende, deveremos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar; porém, quando nos faz algo grandioso, deveremos gravar na pedra da memória do coração onde vento nenhum do mundo poderá apagar!"

Mahmud Darwish

Mahmud Darwish, poeta palestino nascido no ano de 1942 em Birweh.Nascido em um vilarejo, a 10,5 quilômetros de Acre, na Galiléia, era o segundo dos oito filhos de uma família sunita de proprietários de terras. A vila árabe foi inteiramente arrasada pelas forças israelenses, durante a guerra de 1948 e a família Darwish refugiou-se no Líbano, onde permaneceu por um ano, e, ao retornar clandestinamente e descobrir que o vilarejo havia sido substituído pelo colonato agrícola judaico de Ahihud.

Como muitos dos poetas da resistência palestina, teve desde o princípio uma clara militância política e foi preso em Israel. Abandonou esse país no começo dos anos 70, viveu em alguns países socialistas europeus, no Egito, e depois vários anos em Beirute, onde se transformou em um dos membros mais destacados do Centro de Pesquisas Palestinas, dirigindo a revista Shuún Filistiyya.

Frases úteis em árabe

Nas ruas

Por favor: min fadlak (m) iki (f)
Obrigado: shukran
De nada: afwan, ahlan wa sahlan
Desculpa: assif
Você fala inglês?: tatakalam Inglesi?
Não entendo: anna mush fahim
O que é isso?: shu hatha?

Me apresentando

Como você está?: kheif halak (m) iki (f)
Muito bem: tamam, bikhair
Me llamo...: ismee
Como você se chama?: ma ismiki (f)

De compras

Quanto custa isto?: bikam hatha? O que você quer? - (m): Matha tureed?, (f): Matha tureedeen?
Qual é o desconto?: kam il khasem?
Quero comprar...: Anna ureed ishtaraiti
É muito caro: ghalia katheer
É muito barato: hatha rakhees jedan

Viagens e direções

Onde você está...?: wain
O banco: IL masrif
O restaurante: IL mataam
O telefone: IL hatif
O aeroporto: IL matar
Correio: maktab IL bareed
Banheiro: IL hamam
O hospital: IL mustashfa
A policia: dar al shurta
A policia de tráfico: IL murur
Nossa!!!...: rouh
A esquerda: ala al yassar

Ibn Ruchd (Averróes)

Ibn Ruchd (Averróes) - O filósofo árabe herói da renascença européia

Um dos maiores expoentes da filosofia árabe, Abu al-Walid Muhammad ibn Ahmad ibn Muhammad ibn Ruchd, conhecido pelo nome de Averróes, ou Averróis, aprendeu jurisprudência e teologia com o pai e estudou quase todas as ciências e a filosofia do seu tempo, tendo escrito obras sobre medicina, física, astronomia, jurisprudência muçulmana, filosofia e teologia.

Pouco se sabe sobre a sua vida antes de 1169, mas a partir desse período Averróes foi agraciado pelos príncipes de uma dinastia muçulmana (almóada) existente no norte da África e na Espanha.

Em 1169 foi nomeado juiz em Sevilha, em 1171 em Córdoba, mais tarde passou a conduzir um dos ritos muçulmanos observados na região e ainda foi diretor de física em 1182.

Foi considerado um grande crítico filosófico devido à sua interpretação do livro “O legado de Aristóteles” do príncipe “Abo yaacoub youssef”, do qual era próximo e respeitado.

Brilhantes Páginas na História da Medicina Árabe

A medicina foi uma das primeiras ciências que apareceram na civilização árabe islâmica, depois da ciência da religião e da própria língua árabe.

A evolução da medicina árabe e sua prosperidade são lembradas em várias ocasiões, o próprio profeta Maomé (Muhammad) diz: “Oh servos de Deus que estão doentes, o Deus poderoso não permitiu doença sem que a mesma tenha cura, aprenda de seu conhecimento e ignore a ignorância.” E disse o Imã AL shafaay: “Não conheço ciência, depois do Halal e do Haram (ciências da religião), mais nobre que a medicina.”

Dois médicos apareceram no seio do Islam, AL Hareth Ben kaldeh AL thaqafi e seu filho AL Nadir, da cidade de AL Taef. AL Hareth gozava de enorme prestígio e era chamado de “Médico dos Árabes”. Acompanhou o tratamento de importantes nomes como Saad ben Abi Waqas, conquistando para a medicina a atenção de Califas e Emires Omíadas e Abássidas, o que constituiu um importante fator para o desenvolvimento e prosperidade da medicina.

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